Ao lado direito vocês podem escolher o tipo de texto que procuram, dos mais sérios aos mais pessoais.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Criando Contos

"Não era para ser assim,
Poema curto, verso sem fim,
Amores mortos, caminhos tortos,
Você sem mim.

Mas não podia continuar,
Com pouca prosa, ficar sem ar,
Colhento pontos, criando contos,
Sem me importar."
(PINHEIRO, João Pedro C. 09/10/09)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Torpor

Tão difícil aprisioná-la,
Opressiva e contundente,
Te humilha e não se cala,
O pior entorpecente.

Quando solta só se fala,
Nos sintomas de um doente,
Atravessa feito bala,
Perfurando sua mente,

A vontade de aceitá-la,
Que te torna tão demente,
Tão pior é recusá-la,
E sofrer abertamente.

Pois te tranque numa sala,
E chore exaustivamente,
Não há cura nessa ala,
Para um tolo inconseqüente.
(Pinheiro, João Pedro Carbonari - 06/10/2009 - São Paulo - SP)

domingo, 4 de outubro de 2009

Mais uma Primavera

A primavera me veio,
Com seu aroma clássico,
E aquele espírito mágico,
Com uma nova emoção.

Trouxe todas suas flores,
Os passarinhos cantores,
E uma dança de cores,
Para essa nova canção.

Sobre a brancura das pétalas,
Sobre a ausência de espinhos,
Um flor e seu ninhos,
Some na escuridão.

Brilha orvalho choroso
Canta rouchinol formoso,
Dorme seu sono gostoso,
E aquieta-te em meu coração.
(PINHEIRO, João Pedro Carbonari)

Ha! Achei o q tava faltando!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Iansanidade

Decidi escrever uma música sobre a Iansanidade. Sim, isso mesmo que você leu “iAnsanidade”. Obviamente que a música será em inglês (Iansanity), visto que será para a banda de Classic Rock, mas quero fazer algo descente, então resolvi escrever um texto sobre a Iansanidade para organizar minhas idéias de o que e como fazer na/a música.

Talvez o texto fique totalmente sem sentido, mas lembrem do nome, ai vai fazer todo sentido.

A loucura sobre um salto alto roxo, cabelos ao vento curtos como os meus. Bem, não tão curtos. A face pálida como um botão de rosa, obviamente branca, mas duas safiras em quedas d’água livres, sobre os espinhos do corpo e a tristeza das sombras, que não são seres, mas bem que queriam. A mente leve, o corpo solto, a vida vagando em pétalas de aço, licores de grãos e troca de essências. Delicadamente coberta por cores, tecidos e curvas. Curvas simples e intoleravelmente enlouquecedoras. Que não chegam a se perder estrada afora, mas que levam seu mundo adentro. Enquanto a fumaça levanta e cobre os espelhos que refletem o silêncio do grito e a ensurdecedora boca calada. Suspirando. Ofegando. Pedindo mais um gole gelado feito de ouro. Amargo como se a alma pedisse abrigo e a vontade embriagasse o toque do fogo que derrete as mentiras da fala, entregando livremente o pudor e a ingenuidade ao mar de sofreguidão. Ávida pelos deleites da alma, do corpo e da mente. Jogando-se de frente a um mundo cego, indiferente e estéril. Plantando dor e colhendo insatisfação, vivendo a falsidade e iludindo o peito pulsante. Sente a vaga sanidade deixando a razão de lado, aceitando mais um momento em que a luz é negrume no lampejo da incapacidade. A loucura sobre um salto alto roxo, suja de tinta e banhada em prazer. A brasa acendendo e apagando com o descompasso do fôlego fugindo aos pulmões e o pouco de sanidade que restou em mim. Perdendo o foco, fugindo das linhas tortas dessa pauta. O que é essa iansanidade que tomou conta de mim? De quadros e poemas transparentes e ilegíveis, de músicas e sons sem melodia, de razões irracionais e de ânsias imperdoavelmente inalcançáveis. Respirando fundo, almejando indelicadezas e incompreensível incapacidade de reivindicar a verdadeira imagem gravada no alto ponto da loucura. Iansanidade. A loucura andando ansiosa por um novo mundo pintado com giz pastel e jogado ao vento por um suspiro ininteligível de um iansano apaixonado.

Kralho. Eu acho melhor eu procurar um psicólogo ou um psiquiatra. Quem sabe um manicômio O.o!!!!
Quero ver eu fazer uma música falando isso.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU
CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU
CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU
CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU
CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU
CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU
CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU
CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU
CÉU CÉU CÉU CÉU SOL CÉU CÉU CÉU CÉU
CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU
CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU
CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU
CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU
CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU
CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU
CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU
CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU CÉU
MAR MAR MAR MAR MAR MAR MAR MAR MAR
MAR MAR MAR MAR MAR MAR MAR MAR MAR
MAR MAR MAR MAR MAR MAR MAR MAR MAR
MAR MAR MAR MAR MAR MAR MAR MAR MAR

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Você

É tudo para você. É tudo por você. Cada poema romântico e cada cantiga de amor. É inteiro para você como é do sol, a luz e da lua, a limpidez. Cada segundo de dedicação, cada momento de solidão, cada sonho e cada sorriso. É tudo para você. É tudo por você. Não duvide disso.
Cada pequeno pedaço de sonho guardado, num canto escondido, mas jamais esquecido. Cada vontade escrita em versos nesse relato, esquecidas para o mundo, jamais para mim. Cada segundo contado me deixando de lado e sonhando com você.
Sim, você mesma. Não duvide disso.
É tudo para você. É tudo por você.
Poderia tudo com você.
Não, não vá ainda. Não deixe que essas palavras soltas deixem o encanto das palavras fugir. Não deixe que esse momento te distancie mais de mim. Pois já é distante.
É tudo que eu posso fazer agora. É o pouco que eu posso te dar, além de mim.
Como eu queria olhar em seus olhos e dizer: "Oi, era de você que eu sempre falava."
É tudo para você.
Sim, você mesma.
Não duvide disso.
Você que está lendo agora.
Você que me insipra a escrever.
Você que não está acretitando que seja para você.
Você que jamais imaginaria que seria para você.
Você que não faz ideia do quanto eu queria te falar olhando nos olhos.
Você que já dever ter parado de ler por achar absurdo, mas eu continuo.
Você que nem sonhava com isso.
Você que não olha para mim com os mesmo olhos que olho para você.
Você que talvez nunca mais me olhe igual.
Você que me chama como ao seu verdadeiro.
Você.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Me permita ir além

Além da verdade que me cerca e me segura aqui, imóvel.
Além do limite que me foi forçado e que, hoje, não me é suficiente,
Além da fronteira que me impede de chegar ao teu mar.
Além do dedo que me aponta como errado e desbota minha visão.
Além da consciência que me reprime, mas me incentiva.
Além do detalhe sórdido que me invade quando penso em você.
Além da força que me carrega e da sanidade que me segura.
Além da loucura que me carrega e da fraqueza que me seguda.
Além de mim e dos meus medos.
Além de todos os meus segredos.
Além da fúria e da paixão.
Além do caos e da escuridão.
Além de tudo que é meu.
Além do que eu não posso.
Além do que eu não quero.
Além do que eu não tenho.
Além de tudo.
Até você